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Anicafé indica: Oshi no Ko

©Young Jump /Akasaka Aka/Yokoyari Mengo

Carregando o nome do autor de Kaguya-sama e a arte da autora de Kuzu no Honkai, Oshi no Ko é uma obra que consegue chamar a atenção sem muito esforço, mas será que o mangá é tudo isso mesmo?

Com uma proposta inicialmente maluca, Oshi no Ko, sim, faz jus ao peso que o nome de seus criadores têm, trazendo um mangá que dá um ar de novidade em meio a tantos “mais do mesmo”; com ideias e desenvolvimentos bem interessante e que podem surpreender.

Rumo ao estrelato

Oshi no Ko conta a história de um médico que, após ser assassinado, reencarna no corpo de um bebê, não o suficiente, o bebê em questão é o filho da Idol que ele idolatra.

Se o seu grande sonho parecia ter se tornado realidade, as coisas ficam estranhas quando ele descobre que tem uma irmã gêmea, e que a garota, além de fanática pela Idol, também é um adulto que morreu e foi reencarnado como bebê.

A partir de então, os dois decidem encarar aquela nova vida como a oportunidade perfeita para, não só admirar a Idol que tanto amam, como também ajudá-la a construir sua carreia rumo ao estrelato.

Um sopro de originalidade

Por mais que hoje em dia a ideia de reencarnação esteja sendo usada em todo canto, Oshi no Ko consegue usar isso minimamente ao seu favor.

Além do protagonista permanecer no mesmo mundo, a reencarnação acontece em um cenário bem inusitado, com ele se tornando filho da Idol que idolatrava.

A principio, essa ideia parece mais voltada para comédia, com situações do cotidiano e cenas para entretenimento, mas logo tudo isso muda, e é aí que o mangá começa a brilhar.

O preço da fama

Um dos grandes trunfos do mangá está em saber usar a temática de Idol de uma forma bem mais realista.

Caso você esteja chegando agora nesse mundo otaku, saiba que a realidade das garotas que decidem entrar no mundo da fama não é nem um pouco fácil.

Além de mostrar como pode ser complicado conseguir uma posição de destaque por conta da grande competitividade e baixa valorização das garotas, o mangá também dá diversas informações interessantes sofre o funcionamento da indústria do entretenimento japonês.

Outra questão muito bem levantada pelo mangá é a desumanização das meninas, fazendo elas terem que abrir mão de muita coisa para manter a imagem de Idols puras e perfeitas.

Nesse quesito, a Ai (Idol que o protagonista gosta) faz um trabalho sensacional na história, porque ela mistura muito bem todos esses pontos.

Ela tem um lado extremamente humano, com falhas, inseguranças e medos, incluindo, claro, o fato ter filhos, o que por si só já é um enorme tabu para a indústria.

O contraste em sua personalidade, e o papel que ela tem que assumir como Idol, ajudam a construir um clima bem agridoce no mangá, deixando-te consciente de como o mundo não é um lugar repleto de sonhos; como a ideia das Idols representam normalmente.

Um futuro promissor

Infelizmente, entrar em detalhes desse último ponto seria um spoiler pesado demais, então o que posso dizer é o que o mangá se desenvolve muito bem com o tempo.

Depois de um certo evento, a história ganha um ar de batalha psicológica muito bom, com o protagonista passando a agir por motivos bem mais sérios.

Se a proposta com as críticas sociais funcionar em você, essa segunda face do mangá faz tudo ficar ainda melhor, porque você realmente compra os objetivos do protagonista ao tentar mudar a indústria do entretenimento.

Considerações finais

Em outras palavras, Oshi no Ko é um mangá que pode certamente surpreender. A ideia inicial é meio maluca, mas a execução dela ao longo do tempo funciona muito bem, trazendo críticas, ideias e questionamentos sobre a indústria do entretenimento japonês, e a forma doentia como os fãs agem ao perseguir as garotas.

Para quem procura uma obra diferente, vale a pena dar uma olhada no mangá.

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