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Arknights: saiba mais sobre a obra

©Hypergryph/Yostar

Uma das coisas que mais animaram a mim e aos vários jogadores de Arknights pelo mundo, foi o anúncio de seu anime para esse ano de 2022.

Depois de vários outros animes baseados em jogos gachas populares por aí, como Fate/Grand Order e Azur Lane, finalmente o tower defense de garotas com orelhas de bichinho presente na PlayStore, teve sua chance.

Mas para você que ainda não conhece esse jogo, vamos te contar um pouco sobre ele e o que você pode esperar para seu anime. Inclusive, ainda não sabemos se será uma adaptação ou expansão da história do game.

Sobre a obra
©Hypergryph/Yostar

Arknights acontece em mundo distópico pós-apocalíptico, onde pessoas com características de animais vivem a mercê de catastrofes naturais fortissímas. Para se protegerem, foram criadas as cidades móveis para salvar a população.

Porém, dessas catástrofes surgiu um novo minério que pode ser usado de fonte de energia e até mesmo fonte de magia (o “Arts”), Originium. Mas, como consequência, o Originium também pode causar a infecção de uma doença incurável chamada Oripathy.

Como a infecção acontece após a morte e não possui cura, os infectados pela doença foram exilados e maltratados pelo resto da sociedade. Com isso, para se defenderem, formaram o grupo terrorista Reunion para tentarem chegar a uma igualdade. Enquanto tudo isso acontece, a cidade móvel Rhodes Island busca uma cura para o Oripathy.

Como é de se notar, a história já tem um peso muito grande em sua premissa, e no prólogo já nos apresenta a toda a tensão e perigos da guerra de uma forma quase digna de Gundam.

No jogo, nosso protagonista (“insert-character” do player) é o “Doctor”, uma das últimas esperanças para achar uma cura para o vírus. Temos também sua “filha” Amiya, que vamos cada vez mais descobrindo segredos a seu respeito.

Sobre a abordagem

A história retrata de maneira bem interessante e verossímil como o preconceito, que leva a resistência e posteriormente a guerra, pode acontecer. Pessoas irão morrer, não só do lado “inimigo” e nós, junto de Amiya, temos que aceitar essas causalidades para que no futuro elas não ocorram mais.

São temas pesados que o jogo carrega e dificilmente deixa a “peteca” cair, sempre nos surpreendendo com o desenvolvimento dos personagens e da trama com o passar dos capítulos.

Não somente isso, mas algo muito positivo de se apontar em Arknights é seu mundo vasto. Mesmo sendo algo pós-apocalíptico, o mundo não fica vazio de forma nenhuma, embora muitas linhas de “lore” ainda não tenham seus nós por conta do pouco tempo de vida do game.

Temos as várias cidades móveis que vamos passando ao longo da campanha, dentro dela diferentes sistemas políticos e diferentes facções comandadas por diferentes raças e chefes; até mesmo a máfia vemos acontecer.

Isso tudo torna a imersão e curiosidade para o que mais pode aparecer nesse universo ainda maiores.

A gameplay
©Hypergryph/Yostar

Como dito antes, Arknights é um tower defense, gênero clássico de jogos onde você deve proteger uma área ou espaço de ser invadido pelos inimigos, não deixando que cheguem ao objetivo.

A gameplay é interessante para o gênero, sempre apresentando coisas novas nas fases quanto mais você avança. No decorrer do jogo, conhecemos cada vez mais inimigos, todos com mecânicas diferenciadas para desafiar a sua progressão e esperteza no uso dos seus Operators.

Já os personagens, possuem funções relativamente bem distintas entre si. A obra conta com 8 classes diferentes: Caster, Defender, Guard, Medic, Sniper, Specialist, Supporter e Vanguard; que possuem diferentes skills e formas de usar.

Você nunca irá colocar um Specialist para fazer o mesmo de um Caster, e nem um Caster para fazer a função de um Guard e por aí vai. E é exatamente isso que dá uma grande variada na gameplay, conforme os personagens que você pegar no gacha, mais possibilidades você terá.

O que esperamos para o anime
©Yostar Pictures/Yostar

Agora, falando do motivo principal desse post: seu anime. Adaptação que será estreará em 2022 pela Yostar Pictures, mesmo estúdio que foi responsável pela adaptação de Azur Lane.

Dessa vez, contamos com: Yuuki Watanabe, diretor de Plastic Memories, como diretor responsável; e, Masataka Nishikawa, que já fez “key animation” em SSSS. Gridman e Little Witch Academia, como diretor assistente de Watanabe.

Ainda não sabemos se será uma adaptação real da história ou uma prequel, um spin-off ou um complemento.

Particularmente, o mais interessante seria ir na contramão de Azur Lane e não fazer uma adaptação da história do jogo, mas sim histórias a parte dela. Uma proposta capaz de apresentar mais sobre o mundo de Terra e seus personagens, como foi no curta animado de Ano Novo, Holy Knight Light.

Enfim, seja uma adaptação ou um spin-off que eles tenham planejado, ambos tem potenciais ótimos para um bom anime, que pode agradar um público novato na obra e também seus jogadores de longa data.

Vamos esperar para ver o que a Yostar Pictures planeja para Arknights.

Veja mais recomendações.

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