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Anicafé indica: Boku no Kokoro no Yabai Yatsu

©Manga Cross/Sakurai Norio

Os bons e velhos romances japoneses têm tentado se inovar nos últimos tempos. Alguns dão certo, outros acabam indo para o caminho da completa desgraça cof cof Bokuben cof cof. Boku no Kokoro no Yabai Yatsu é mais um desses casos, onde a proposta inicial tenta fugir do consagrado “garota encontra garoto”, e trazer ideias novas.

Por mais que de cara pareça estranho, o mangá consegue se mostrar bem positivo, sendo um dos casos que, sim, conseguem dar um novo ar para os romances japoneses.

O pior lado que vive em cada um

Ao ler a sinopse de Boku no Kokoro no Yabai Yatsu, a primeira coisa que pensei foi: “isso não vai prestar”.

A proposta do mangá segue um garoto que tem fortes impulsos psicopatas, pensando em como matar seus colegas de turma, já que os considera como lixo; e o seu encontro com a mais bela garota da sala, por quem ele também sente interesse em matar.

Mesmo que isso soe perturbador e estranho, a verdade é que o mangá mal se aproveita da ideia, o que pode já ficar, tanto como uma crítica, como um elogio.

É meio decepcionante quando você pensa que essa proposta do psicopata é, de certa forma, uma propaganda enganosa, já que, tirando o primeiro capítulo, isso quase nunca volta a ser usado (ainda bem).

O garoto ainda despreza seus colegas de classe e vive pedindo para eles desaparecerem, mas não tem mais aquele ar sombrio que tinha no começo, onde até mesmo imaginava execuções brutais para seus colegas.

Por outro lado, não ter essa violência gratuita foi justamente o que me manteve interessado no mangá, já que, pelo primeiro capítulo, a obra não chamou minha atenção.

Se não fosse por ter dado uma chance para mais cinco capítulos, eu teria dropado o mangá sem nem ver a melhor parte dele, já que a proposta com psicopatia não tinha me agradado.

Em outras palavras, essa troca de intensidade, na ideia central do mangá, acabou sendo um ponto positivo para mim, mesmo que, no fundo, ainda tenha me deixando com a sensação de ter sido enganado.

Vivendo em dois mundos

Explicando um pouco da base da obra, vamos ao que realmente interessa, que nada mais é do que o casal.

O protagonista tem esse lado sombrio e “emo”, mas é extremamente fofo. Sim, eu sei que é estranho pensar em protagonistas fofos, mas é o que ele é.

O Ichikawa tem o jeito dele, mas no fundo é uma pessoa muito gentil, e as ações que ele toma, sempre preocupado com a Yamada e como os demais alunos agem perto dela, faz com que ele entregue vários momentos que te fazem torcer para que tudo dê certo.

Ele ainda tem seus pensamentos negativos sobre os alunos, vez ou outra dizendo que quer matá-los, mas, em boa parte do tempo, ele está reagindo e sendo afetado pelas ações da Yamada — essa que merece um tópico só dela, por sinal.

Waifu para ninguém botar defeito

Eu, sinceramente, ainda estou surpreso com o quanto eu me apaixonei pela Yamada. A forma como ela é aquele estereotipo de garota bonita, mas desastrada, funciona muito bem.

Graças aos comentários do Ichikawa sobre os comportamentos da Yamada, você começa a conhecer vários lados dela.

Ela é alta e bonita, mas adora comer doces, sendo que ainda trabalha como modelo quando pode. Mesmo sendo avoada, ela é perspicaz e atenciosa, além ter uma certa tendência a fazer bobeiras aleatórias.

São tantos momentos bonitinhos dela, que fica difícil não querer colocá-la em um ranking de melhores waifus, porque ela consegue ser bem carismática sem muito esforço.

Romance

Mas, ok, vamos ao que importa. O romance.

Como deve ter dado para perceber, a jogado do mangá está em mostrar o Ichikawa reagindo as ações da Yamada e tentando lidar com as constantes quebras de perspectiva que ele tem. Já que ele é um garoto depressivo e que se diz completamente indiferente as outras pessoas.

Ele não demora muito para entender que está gostando dela, por mais que isso nunca chegue a ser muito bem explorado, já que ele vive negando os sentimentos para tentar não dar o braço a torcer.

Mas o romance é bem constante, com os dois evoluindo a relação, mesmo que de forma indireta. A Yamada claramente se importa com o Ichikawa e gosta da atenção que ele dá para ela.

Já o Ichikawa faz aquilo que falei, toma conta da Yamada com todo o carinho possível para não deixá-la, por exemplo, ficar em situações embaraçosas com os outros garotos da sala.

Vez ou outra ele até tem seus surtos de ciúmes, então o romance acaba sendo isso. Uma historinha bonitinha entre os dois opostos que, de alguma maneira, se uniram.

Considerações finais

Boku no Kokoro no Yabai Yatsu é um mangá bem divertido e gostoso de se ler. A proposta diferente pode não ser lá o grande trunfo dá obra, mas como romance, o mangá consegue entregar algo muito bom, principalmente pela harmonia que o casal tem.

De quebra, você ainda ganha uma boa comédia, com comentários engraçados do Ichikawa, situações malucas da Yamada, e muitas outras coisas.

Para quem gosta de romances, é uma ótima aposta, principalmente pelo mangá estar ganhando cada vez mais destaque — acho que é só uma questão de tempo até ganhar anime.

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