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Cowboy Bebop: o que esperar do live action

©Sunrise/Shinichiro Watanabe/Keiko Nobumoto

Cowboy Bebop é o tipo de anime que dispensa grandes apresentações. Uma obra que é bastante influente e aclamada desde o seu lançamento. Vemos isso principalmente pelo fato de que, após mais de duas décadas após a sua finalização, está prestes a ganhar uma versão em live action pela Netflix.

Enquanto aguardamos o live action, aproveitamos para revisitar o clássico de 1998.

O futuro de Cowboy Bebop
©Sunrise/Shinichiro Watanabe/Keiko Nobumoto

O anime se passa no ano de 2071. Um futuro em que a humanidade colonizou os planetas e satélites do Sistema Solar após um incidente que tornou a Terra praticamente inabitável há 50 anos. Nesse cenário, a desigualdade social aumentou, em que a população rica vive em lugares futuristas já os pobres moram em desertos ou cidades velhas.

Já que os seres humanos se espalharam pelo espaço, com eles também se espalhou o crime. Para compensar o aumento das demandas judiciais, a polícia reinstala o sistema de recompensas do Velho Oeste, em que caçadores de recompensas capturam um procurado e o entregam vivo em troca de dinheiro.

A série acompanha as aventuras de um grupo de caçadores de recompensas a bordo da nave Bebop: Spike Spigel, um ex-criminoso; Jet Black, o ex-policial ranzinza; Faye Valentine, uma sedutora estelionatária sem lembrança do passado. Além de contar também com a presença da garota hacker Ed e o cão geneticamente modificado Ein. A cada episódio eles enfrentam um criminoso e, na maioria deles, terminam sem dinheiro ou comida.

Lidando com o passado
©Sunrise/Shinichiro Watanabe/Keiko Nobumoto

Cowboy Bebop segue a fórmula “vilão da semana”, ou seja, a cada novo episódio os protagonistas enfrentam um novo inimigo. Não só isso, como em geral, os episódios se preocupam mais em explorar a história daquele vilão em específico do que a história dos nossos heróis. Entretanto, cada um desses episódios se conectar ao tema principal de Cowboy Bebop: a relação com o passado.

O passado do trio principal é desvendado aos poucos, mas nunca totalmente explicado, sendo que cada um deles em algum momento precisa confrontá-lo.

Para Spike, esse passado está representado em Vicious, seu antigo parceiro e líder da organização criminosa para qual ele trabalhava. Tendo os dois se apaixonado por Julia, entraram em confronto, o que levou Spike a forjar a própria morte. Tanto Vicious quanto Julia reaparecem na vida de Spike na metade do anime, forçando o agora caçador de recompensas a encarar o passado do qual ele fugiu.

Enquanto Spike tenta fugir do passado, Jet é um homem que está preso ao passado. Jet acaba por aprender a deixar esse passado para trás após descobrir que sua ex-mulher não o ama mais e seu antigo parceiro da polícia armou contra ele.

Por sua vez, Faye é uma mulher sem passado. Ela foi congelada há mais de 50 anos e voltou à vida com amnésia. O conflito de Faye então é com sua própria identidade, pois ela vive em uma era diferente e como uma outra pessoa. Até o pouco de passado que ela tinha conhecimento, relacionado às pessoas que a descongelaram, Faye descobre ser uma mentira.

Já Ed se difere do trio por não ter esse tipo de conflito já que a personagem está sempre olhando apenas para o presente.

O que esperar do live-action?
©NETFLIX/Shinichiro Watanabe/Keiko Nobumoto/André Nemec

André Nemec, showrunner do live action, já deixou claro que a série não adaptará a risca a história do anime. Ela não seguirá a fórmula do “vilão da semana” e o foco será justamente explorar o passado dos tripulantes da Bebop. Sendo assim, a trama central de Spike, Vicious e Julia, será expandida e se tornará o fio condutor de toda a história.

A primeira temporada receberá 10 capítulos e, apesar de ser a única confirmada até o momento, a equipe responsável pela série já disse planejar uma segunda temporada. Isso indica ainda que podemos esperar um final diferente do anime, já que o último episódio fechava qualquer possibilidade de continuação.

Quanto aos outros aspectos da produção, Nemec estudou os filmes que inspiraram Shinichiro Watanabe na direção do anime, como À Beira do Abismo (1946) e Três Homens Conflito (1971). Podemos esperar então que vejamos a mesma influência estética do cinema, toques de faroeste e film noir.

Outro ponto importante é a trilha sonora que também remeterá à obra original, já que Yoko Kanno voltará a ser responsável pela música.

O maior mistério que está atiçando a curiosidade dos fãs é quanto à Ed. Não há nenhuma atriz confirmada para o papel e nem sinal da personagem no material promocional, mas ainda assim os produtores insinuam que ela irá aparecer. Resta esperar para ver.

O live action de Cowboy Bebop terá seus 10 episódios disponibilizados na Netflix no dia 19 de novembro.

Sobre o anime de 1998, ele pode ser assistido pela Crunchyroll, Funimation e Netflix; as duas últimas plataformas incluem ainda versões dubladas inéditas em português.

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