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Digimon Ghost Game: como o anime está renovando a franquia

©Toei/Masato Mitsuka/Masatoshi Chioka/Masashi Sogo

Digimon é uma franquia que mora no coração de muita gente, especialmente de quem foi criança nos anos 2000 e cresceu com os desenhos da TV Globinho e da Fox Kids.

Em outubro do ano passado, estreou a mais nova série animada da franquia, Digimon Ghost Game. Sem prometer muita coisa, o novo anime caiu no gosto dos fãs de longa data, e claro, conquistou vários novos.

Mas afinal, por que Ghost Game é tão bom?

A história
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Digimon Ghost Game se passa em um futuro próximo, em que a tecnologia de hologramas já se tornou lugar-comum. Sendo essa tecnologia utilizada em propagandas, avisos públicos e até mesmo sinais de trânsito.

Porém, rumores começam a se espalhar sobre um misterioso fenômeno chamado na Internet de “fantasmas holograma”, ou seja, hologramas que causam atividades sobrenaturais.

É nesse contexto que conhecemos Hiro Amanokawa, um mero estudante do Ensino Fundamental que descobre que seu pai está no mundo digital conhecido como Digimundo. Hiro encontra um digivice deixado por seu pai e também um parceiro Digimon chamado Gammamon.

Juntos, eles passam a impedir os Digimon que estão por trás dos “fantasmas holograma”.

O que mudou em Digimon?
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Antes de Ghost Game, os animes mais recentes de Digimon foram Digimon Adventure tri., continuação de Digimon Adventure; e Digimon Adventure: (apelidado pelos fãs de “Digimon Dois Pontos”), um reboot de Digimon Adventure. Ou seja, ambos tentavam apelar para a nostalgia dos fãs em relação ao primeiro anime da franquia, mas nenhum agradou muito.

Digimon Adventure tri. era criticado por seu ritmo arrastado, possuindo uma história muito lenta e poucas cenas de ação. Já “Dois Pontos”, desagradou ao ir para o outro extremo, focando quase inteiramente nas lutas e esquecendo de desenvolver os seus personagens.

O grande acerto de Digimon Ghost Game foi ter encontrado um ponto de equilíbrio. O desenvolvimento dos personagens e do universo em si é o grande foco narrativo dos episódios iniciais, mas sem negligenciar as batalhas entre os monstrinhos.

“Dois Pontos”, por exemplo, apoiava-se demais nas digievoluções para a sua ação. O clímax de quase todos os episódios envolvia alguma digievolução, fazendo com que os Digimon alcançassem altos níveis de poder muito rápido ao longo do anime.

Ghost Game conserta exatamente isso. A digievolução é algo a ser conquistado e, apesar de Gammamon digivolver já no segundo episódio, ele nem sempre pode contar com esse poder. Existem inclusive episódios em que não há digievolução nenhuma e a resolução para o embate da semana envolve mais a esperteza dos protagonistas do que precisamente superar o poder do vilão.

Os personagens
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Hiro é um garoto mais estratégico e diplomático do que os heróis anteriores, protagonistas que eram mais energéticos e impulsivos. Agora, é Gammamon quem tem a personalidade mais hiperativa e ainda por cima é o Digimon mais fofo que já existiu (desculpa, Terriermon).

Os outros dois Domadores são personagens igualmente interessantes: Ruli é uma garota extremamente popular nas redes sociais, que busca novos propósitos na vida; já Kiyoshiro é um gênio da Informática, mas que quer viver uma vida de estudante normal, além de ser um personagem extremamente medroso.

Suas personalidades contrastam com as de seus parceiros Digimon. Angoramon é calmo e menos sociável que Ruli, mas tem um vasto conhecimento sobre o Digimundo; enquanto Jellymon é uma tsundere que adora dar ordens e atormentar a vida de Kiyoshiro.

Os personagens carismáticos acabam sendo mais um trunfo de Digimon Ghost Game, já que a franquia não tinha um elenco tão memorável desde Digimon Savers em 2006.

O elemento terror
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Por fim, o que tem chamado mais atenção é o elemento de terror na série. Por tratar-se de um anime infantil, não dá para esperar nada de muito assustador, mas ele consegue chegar surpreendentemente longe.

O cinema de horror japonês é uma clara referência na direção dos episódios. Entusiastas do gênero vão notar a influência de filmes como Ring: O Chamado (1998) e Água Negra (2002) nas sequências em que os fantasmas holograma atacam suas vítimas.

Em geral o anime se mantém bem leve, entretanto, apresenta algumas cenas que conseguem ser realmente apavorantes, como Clockmon envelhecendo adolescentes até a quase morte ou Pumpmon transformando a cabeça de crianças em abóboras.

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Quem deve dar uma chance a Digimon Ghost Game?

Todo mundo que gostava de Digimon na infância e quer matar a saudade precisa assistir esse anime.

Mas para quem nunca assistiu Digimon e quer conhecer a franquia, essa é a porta de entrada perfeita. O anime não exige familiaridade com os anteriores e explica bem como funciona o Digimundo.

Quantos episódios terá Digimon Ghost Game?

Não há confirmação ainda, mas estima-se que por volta de 52, já que essa é a média de episódios das temporadas anteriores.

Onde assistir Digimon Ghost Game?

O anime está sendo transmitido por simulcast pela Crunchyroll, uma hora depois do lançamento no Japão. Ainda é possível maratonar os primeiros episódios e em seguida acompanhar semanalmente.

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