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Goblin Slayer: como está a edição da Panini?

Goblin Slayer
©Kōsuke Kurose/Panini Group/SQUARE ENIX CO.

Goblin Slayer é uma obra controversa. É complicado falar dela, afinal, o público é muito dividido. Certas pessoas não gostam por conta da abordagem de temas pesados, enquanto outras gostam exatamente por conta disso.

Também existem aqueles que se sentem motivados pela temática de RPG que a obra passa, e aqueles que compraram o mangá por causa do Pequeno Gobslay (como eu).

Lembrando que não estou aqui para falar da obra em si, muito menos de sua versão em anime. Esse artigo se trata de uma análise da chegada do mangá em nossas terras pela Panini. Portanto, falarei das páginas, palheta de cores, diagramação, tradução e extras contidos na própria edição. Sabemos que já faz um tempinho que saiu, mas nunca é tarde.

Enredo

Comecemos pelo enredo, afinal, ainda é sobre a obra. Lembrando que essa sinopse se encontra no verso da edição:

Uma clériga acaba de se tornar aventureira e, em sua primeira jornada, corre um perigo inimaginável nas mãos de criaturas conhecidas como goblins. Então, surge um homem de armadura rústica autodenominado “Goblin Slayer”, um caçador que segue essas criaturas de forma implacável e cruel. As aventuras desse guerreiro possuído pela vontade de exterminar goblins, e dessa garota, começam agora em um mundo de fantasia sombrio!

Diagramação, tipografia e tipo de papel
©Kōsuke Kurose/Panini Group/SQUARE ENIX CO.

As pessoas adoram reclamar do Off white, porém, acho desnecessário isso. Esse papel foi feito para não cansar as vistas, afinal, já vem com um leve tom cinzento/amarelado. Ele também gera mais conforto ao ser foleado e não gera a dor de cabeça comum que é ocasionada pela leitura excessiva. Não tenho problema com esse tipo de papel e até opto por obras que o utilizem. Isso porque tenho o costume de ler por um longo período e ninguém gosta de ter dores de cabeça, né?

A tipografia é padrão, mas a letra é um pouco pequena. Como GS é um mangá um pouco sombrio, seus traços são reforçados ao extremo, sendo assim, uma letra menor se torna um incômodo para os olhos, e acabamos de falar da consequência das dores de cabeça. Entretanto, as letras ficaram muito boas nas tirinhas do Pequeno Gobslay.

Já a diagramação é de layout padrão, então foi enviada pelos japoneses. Quanto ao encaixe nos balões, não tenho nada para reclamar, está muito bem centralizado, isso ajuda na parte das letras pequenas.

Tradução

Aqui temos um problema.

A tradução não é um ponto forte dessa obra. Sendo bem sincero, é difícil falar disso. Gosto muito da obra, contudo, se comparado com o original, essa versão está muito fraca.

Boa parte do sentido das falas não existe. Coisas como o drama ou a reflexão conturbada da obra foram censuradas. Até mesmo algumas partes que são pesadas, ao passo que explicativas, foram censuradas. Eu entendo que é pesado, entretanto, uma tradução deve manter seu sentido, mesmo se não for literal. Não é legal descaracterizar uma obra tanto assim — classificação indicativa está aí para isso.

Conclusão
©Kōsuke Kurose/Panini Group/SQUARE ENIX CO.

Não é a primeira nem a última vez que a Panini vacila com uma tradução. Chainsaw Man foi extremamente cesurado, uma obra suja, nojenta e violenta… censurada. Onde já se viu isso, caramba? Mais uma vez, pra que existe classificação indicativa então? É frustrante.

Goblin Slayer é uma obra muito boa ao meu ver, pena que o pessoal da tradução não soube acompanhar da forma correta. Sendo bem sincero, eu só comprei pelas tirinhas do Pequeno Gobslay, são uma fofura.

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