Análises Editorial

Jujutsu Kaisen: uma análise da sua adaptação em anime

©Gege Akutami/ Weekly Shōnen Jump

Com o seu filme se tornando a segunda maior estreia nos cinemas japoneses, Jujutsu Kaisen, conquistou um grande público, antes mesmo dessa estreia bombástica.

Desde o ano de 2018, o mangá vem ganhando uma boa fanbase tendo em vista se tratar de um mangá tão bem escrito. Logo após, em 2020, estreou sua adaptação em anime, que chamou a atenção do público que não é tão adepto a leitura de mangá, se tornando um sucesso completo.

Hoje falaremos dessa tão bem feita adaptação do mangá, e como foi feita a divisão dos arcos da história, vendo até que ponto o anime já foi adaptado.

Sinopse
©Gege Akutami/ Weekly Shōnen Jump

Itadori Yuuji é um estudante do ensino médio com uma força absurda. Entretanto, mesmo com essa super força, se inscreve no clube de ocultismo da escola, sendo o terceiro membro dele.

Ele e seus amigos costumavam ficar brincando na sala do clube até que eles encontram um artefato misterioso na escola, uma maldição.

Quando Itadori não está presente, seus amigos resolvem romper o selo que os protege da maldição, descobrindo que esse artefato na verdade é um dedo. Esse dedo, que acaba por ser parte de uma maldição de nome Sukuna, atrai a atenção de outras maldições, pondo em risco a vida daqueles estudantes.

E é a partir desse momento que aparecerem os feiticeiros que exorcizam maldições. Porém, ao perceber que apesar de sua enorme força é incapaz de destruir as maldições, Itadori come esse dedo, acreditando ser a forma mais eficaz de diminuir o número de desastres causados pelas maldições, e uma forma de proteger os seus amigos.

Esse fato faz dele o anfitrião de Sukuna, sendo possuído por ele, porém, Itadori tem a raríssima capacidade de controlar a maldição dentro de si.

Posteriormente, o sensei Gojou Satoru, um dos mais poderosos feiticeiros, o leva para Colégio Técnico de Feitiçaria de Tóquio para fazer uma matrícula e estudar as formas de se exorcizar uma maldição.

Assim, nosso protagonista vai realizando seu recém adquirido objetivo de vida: encontrar os outros dedos de Sukuna e os comer, para assim morrer levando consigo a maldição.

Arcos
©Gege Akutami/ Weekly Shōnen Jump

Como todo anime/mangá, a história é dividida em arcos. Como o objetivo aqui é fazer uma comparação entre a obra escrita e a cinematográfica de forma sucinta e clara, deixarei um guia básico dos arcos adaptados para o anime até agora.

  • Arco de introdução

Mangá: capítulos 1 ao 5

Anime: episódios 1 ao 3

  • Arco do feto amaldiçoado

Mangá: capítulos 6 ao 9

Anime: episódios 4 e 5

  • Arco do treinamento amaldiçoado 

Mangá: capítulos 10 ao 18

Anime: episódios 5 – parte 2- ao 8

  • Arco Vs Mahito

Mangá: capítulos 19 ao 31

Anime: episódios 9 ao 13

  • Arco do festival de intercâmbio 

Mangá: capítulos 32 ao 54

Anime: episódios 14 ao 21

  • Arco pintura da morte

Mangá: capítulos 55 ao 64

Anime: episódios 21 ao 24

Mangá

Jujutsu Kaisen é escrito e ilustrado por Gege Akutami. Atualmente tem 147 capítulos lançados e e 18 volumes já lançados Japão, aqui no Brasil o mangá ainda consta com 12 volumes em circulação.

Seu mangá já bateu a incrível marca de 30 milhões de cópias em circulação no Japão, o que sabemos ser um grande feito.

Antes do lançamento do anime pela Crunchyroll, o mangá era pouco divulgado pelo público, por aparentemente ser apenas mais um shounen como todos os outros. Embora realmente, durante a leitura, se enxergue semelhanças com outras obras da demografia como Naruto e Bleach, por exemplo. Entretanto, Jujutsu é uma obra que cativa por si só, estando presentes personagens marcantes e uma narrativa muito boa de ler.

Além disso, é um mangá muito bem desenhado, expondo uma ótima ambientação das cenas, com o autor, Akutami, destacando as características principais dos personagens em ação.

Além disso, mesmo sendo uma obra desenhada, há muito movimento em cena, de forma muito bem representada.

Jujutsu Kaisen é com certeza um mangá que vale a pena ler. A história, os desenhos, os personagens, são todos muito bem feitos pelo autor de forma a nos prender do início ao fim de seus capítulos.

Anime

A adaptação de Jujutsu Kaisen foi feita pelo estúdio MAPPA, o mesmo de Yuri on Ice (2016) e Banana Fish (2018), apresentando uma animação de tirar o fôlego.

Em cada cena de batalha a emoção aumenta, mesmo que o espectador já conheça a narrativa por já ter lido o mangá, a experiência é completamente nova na animação.

Atualmente, temos 1 temporada com 24 episódios e 1 filme adaptados do mangá. Então temos muita história para adaptar nos próximos anos de Jujutsu. Mas essa análise se concentrará na adaptação dos dois primeiros arcos do anime, que equivale aos episódios de 1 ao 5.

A adaptação dos arcos iniciais

Os arcos mais introdutórios do mangá foram muito bem retratados na forma animada, não se deixou perder nenhuma cena importante da história.

Claro, não foram adaptadas cada mínima cena, até porque não teria necessidade, como por exemplo a cena em que Itadori visita o avô antes dele morrer, foi adaptada de forma mais sucinta, mas mantendo a essência triste da cena.

Um ponto alto dessa adaptação é a fluidez em que tudo ocorre. Não temos que esperar um monte de episódios para a ação finalmente acontecer, para aquela tensão que traz o sentido da trama começar. Isso já nos é introduzido no primeiro episódio, quando Itadori come o dedo de Sukuna.

Um ponto interessante, que testifica a fluidez do anime, é a primeira cena do primeiro episódio.

Nela Itadori já está preso, com Sukuna dentro de si, enquanto no mangá começa com Megumi Fushiguro reclamando com o sensei. Essa introdução do anime é mais atrativa a público, chamando mais atenção para o que está por vir, enquanto no mangá é feito de forma mais gradativa, mas isso não significa que seja uma leitura arrastada.

Sem contar que as cenas de batalha, toda a ambientação sonora, é totalmente compatível com a grandiosidade apresentada no mangá.

Conclusão
©Gege Akutami/ Weekly Shōnen Jump

Jujutsu Kaisen é uma obra que vale a pena conhecer, tanto seu mangá como o anime. Uma obra que nos envolve com a narrativa e nos empolga em cada cena.

A adaptação foi muito bem feita e, se continuar nesse caminho, com certeza se tornará um anime histórico e marcante.

Ademais, com o filme que adapta o volume adicional do mangá, que conta uma história antes dos eventos de Jujutsu Kaisen, lançado no final de 2021, o anime continuará em alta por bastante tempo.

Para os que ainda não leram o mangá, leiam. Para os que ainda não assistiram o anime, assistam.

Vale a pena cada minuto gasto com essa verdadeira obra de arte. Essa história ainda tem muito para contar e compensará acompanhar toda a jornada de Itadori.

Veja mais análises!

Visite os nossos parceiros! Nerd Sem Óculos, Animeverso e Blog LD.

 

Posts relacionados

Tipos de narradores: autodiegético, homodiegético e heterodiegético

Vinicius Raphael

Por trás do Autor: Hayao Miyazaki

Bruno Valentim

Entrevista: Animador do J.C. Staff — Kenichirō Aoki [EXCLUSIVO]

Breno Santos
error: O conteúdo está protegido !!