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Kamen Rider: a franquia nos mangás e animes

©Shounen Magazine/Shoutarou Ishinomori

Tokusatsu é algo presente tanto na cultura oriental, quanto na nossa cultura.

Caso você seja um pouco mais velho, vai se lembrar de ter assistido Power Rangers, Ryukendo e, se for ainda mais velho, Jaspion e Ultraman.

Nesse último ano, a franquia de Tokusatsu que mais tem recebido certas novidades, principalmente envolvendo animes e mangás, é Kamen Rider. Essa obra também já deu as caras na TV brasileira.

Aproveitando essa onda de novidades sobre Kamen Rider, vamos falar do que virá, tanto para o Brasil com o mangá, quanto para o mundo com estreia do anime esse ano.

Sobre a franquia Kamen Rider
©Toei Company/Shoutarou Ishinomori

Antes de mais nada, se você não é familiar ao título, vamos dar uma explicada mais a fundo para ficar por dentro do assunto.

Kamen Rider é uma série televisiva criada pelo mangaká Shoutarou Ishinomori, em parceria com a Toei Company. A obra estreou em 1971 e foi ao ar até o episódio 98.

O sucesso foi tamanho, batendo de frente Ultraman, que transformou a série em uma franquia que persiste até os dias de hoje com vários e vários títulos. Alguns dos seus títulos mais populares: Kamen Rider Kuuga, W, Blade, Saber, Agito, Faiz…

A história da primeira série era centrada em um homem que era capturado por um grupo maligno, tornando-se um ciborgue superpoderoso. Entretanto, ele acaba decidindo lutar contra eles, visando impedir seus planos de dominar o mundo.

Essa premissa foi sendo deixada de lado nos títulos mais recentes, com os Riders às vezes dispondo de origens mágicas ou aparecendo em maior quantidade.

Seus mangás
©Shounen Magazine/Shoutarou Ishinomori

Agora, passando para as novidades em relação a franquia no Brasil, falaremos do primeiro mangá que saiu completo aqui pela editora NewPop: Kamen Rider.

Criado em 1972 pelo próprio Ishinomori, esse segue um roteiro mais próximo do que ele pretendia para a série de TV.

A história segue, inicialmente, como a da série: Takeshi Hongo foi uma das vítimas da organização terrorista remanescente dos nazistas da Segunda Guerra, Schocker, transformado em um ciborgue superpoderoso.

Porém, ele é salvo antes de sofrer lavagem cerebral, decidindo lutar contra a Schocker e seu exército de mutantes.

A edição da NewPop, completa em 3 edições de luxo maravilhosas, conta toda a história de Takeshi contra a Schocker como o primeiro Kamen Rider.

Pela série original ser de difícil acesso, talvez nem estando disponível legendada na internet, o mangá é uma ótima opção caso você tenha interesse na franquia.

Uma mensagem séria e pesada, um protagonista carismático e todos os bordões de Tokusatsu te aguardam nesse mangá.

Kamen Rider Kuuga
©Monthly Hero’s/Inoue Toshiki/Yokoshima Hitotsu

Kamen Rider Kuuga foi o primeiro Rider do século 21 (lançado em 2000), o primeiro Rider da era Heisei no Japão e o responsável por reviver toda a franquia.

Dito isso, sua adaptação em mangá, trazida para cá pela Editora JBC, é igualmente impressionante.

A história fala sobre um jovem multitalento chamado Yusuke Godai, que acaba envolvido na aparição de uma raça antiga que havia sido selada milênios atrás. A ele foi confiado o poder de Kuuga, um guerreiro antigo antagônico a essa raça que, com isso, irá impedi-los de continuarem a matar as pessoas.

Sua adaptação em mangá é muito fiel ao roteiro da série, além de dar um novo ar a certos aspectos, visto que a obra já é datada.

O mangá mostra de novas formas a luta de Godai contra a tribo Grongi. Além disso, dá uma repaginada em coisas já datadas da série de TV, tudo isso com uma edição “big” pela JBC.

Kamen Rider Black
©Shounen Sunday/Shoutarou Ishinomori

Agora, mais uma pérola de Ishinomori sendo trazida ao Brasil pela grande NewPop. A adaptação da primeira série Kamen Rider que passou aqui no Brasil na Rede Manchete, Kamen Rider Black.

A história fala sobre a Seita Gorgom, que busca dominar o mundo usando o Grande Rei. Para trazê-lo a vida, sequestram dois jovens: Kotaro Minami e Nobuhiko Akizuki, irmãos adotivos que nasceram em um eclipse solar.

Kotaro consegue fugir da Seita antes de sofrer lavagem cerebral e agora lutará contra eles como o Kamen Rider Black ou Black Kamen Rider, como foi chamado no Brasil.

A história do mangá segue de forma bem mais pesada e grotesca que sua série de TV, assim como o mangá do primeiro Kamen Rider, seguindo um roteiro mais próximo da idealização de Ishinomori.

Mas nem por isso a obra perde seu brilho.

Os temas abordados de forma mais pesada mostram o ótimo tato de Ishinomori para não torná-la exagerada demais e fazê-la tão impactante quanto seu primeiro mangá.

Sobre seu novo anime
©Shounen Magazine/Shoutarou Ishinomori

Por fim, a coisa que mais hypou a franquia dentro do universo dos mangás e animes, o primeiro título que ganhará uma série completa em animação, adaptando um dos títulos mais populares de todos: Kamen Rider W, que se chamará Fuuto Tantei.

A adaptação é baseada no mangá de mesmo nome (ambos tendo origem na série Tokusatsu) que fala sobre o detetive Shoutarou Hidari e seu parceiro Philip, que se tornam o lendário protetor da cidade de Fuuto, o Kamen Rider W, para proteger os cidadãos dos vários bandidos monstruosos que usam as Gaia Memories.

Pelo seu trailer, a animação do Studio Kai, mesmo de Uma Musume, está muito boa, com uma atmosfera e cores bem únicas, dando muita personalidade ao universo e aos personagens da obra.

Enfim, Kamen Rider é uma franquia bem independente entre suas obras. Todas citadas aqui e seus live actions são autocontidos, então se interessar, pegue o que mais parece legal para você. Ou espere o lançamento desse anime que também será uma boa entrada na franquia através de animação.

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