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Gênero Mecha: conhecendo um pouco mais sobre seus subgêneros

©Kadokawa Shoten/Katsuyuki Sumisawa/Sakura Asagi/MORUGA

Mecha já é um gênero bem conhecido por aqueles já por dentro da cultura otaku japonesa. Um gênero que perdura desde 1956 com Tetujin 28-Go.

Há quem ame, há quem odeie o gênero, mas é inegável sua influência e importância até na cultura pop ocidental.

E hoje, trazendo um pouco mais sobre o gênero, vamos explicar os seus subgêneros e aproveitar para recomendar algumas obras deles, para você que ainda não é familiar e quer dar uma chance a esse tão vasto gênero de animes, mangá, light novels e até visual novels.

O que são Real Robots?

Esse é o subgênero mais bem conhecido pela fanbase otaku e, provavelmente, o com mais títulos favoritos pelo grande público, como por exemplo, Code Geass.

Real Robots, “robôs realistas” em uma tradução mais livre, é a temática onde os mechas da obra tentam manter seus pés no chão para fazer uma coisa mais próxima da realidade ou do que poderia ser feito na realidade com grande tecnologia.

Obras com Real Robots tentam sempre falar da realidade da guerra e conflitos armados, tendo grande carga de drama em seus personagens. Já seus mechas fazem o papel de “armas comuns” dentro daquele conflito, da mesma forma que tanques de guerra ou jatos, mas claro, sendo muito mais legais que esse veículos normais.

O maior predecessor e criador das características principais desse subgênero é, sem dúvidas, Mobile Suit Gundam, a mais famosa franquia de robôs gigantes que temos hoje em dia. As ideias e dramatização que Tomino fez com a série criou clichês presentes no gênero até hoje.

O que assistir com Real Robots
Patlabor
©Sunrise/Masami Yuki

Começando com o mais realista possível e que talvez agrade aqueles que não gostem muito do gênero com robôs gigantes, Patlabor the Mobile Police.

Na história, acompanhamos um futuro distante onde mechas foram implementados na sociedade para trabalho, os “labors”, mas por consequência, às vezes as pessoas se voltam para o crime. Para combater o crime armado com os labors, a polícia os enfrenta com seus próprios robôs, os Patlabors.

A série foi primeiro concebida em mangá pelo mestre Masami Yuki e depois se tornou série animada pelo estúdio Sunrise.

Enfim, uma história bem divertida que não nos traz nada tão pesado quanto Gundam, mas sim fazendo uma abordagem bem cotidiana no uso dos mechas. Para quem já curte séries policiais, também é uma ótima pedida.

Armored Trooper Votoms
©Sunrise/Takahashi Ryousuke/Kase Mitsuko

Agora, mais um clássico, dessa vez um sucessor de Gundam em muitos aspectos: Soukou Kihei Votoms, ou Armored Trooper Votoms.

Nessa história, vemos Chirico Cuvie, um piloto das forças especiais que foi transferido para um grupo que irá fazer uma missão ilegal: roubar segredos do seu próprio exército.

Após tudo dar errado, Chirico se vê vagando sozinho no espaço, mas agora está sendo caçado por conspiradores e militares.

Votoms tem uma narrativa mais misteriosa e introspectiva, um drama militar clássico ótimo até para quem quer conhecer o gênero. É algo com uma vibe bem diferente de Gundam, entretanto, aqueles mais familiarizados com a franquia conseguem identificar algumas semelhanças entre ambos.

Muv Luv
©âge/âge/Ukyo Takao

Agora, para fechar essa parte de forma um pouco mais diferente, vamos falar de uma das minhas visual novels preferidas e uma das mais famosas no mundo, aclamada e referenciada até hoje: a trilogia Muv Luv.

A história da trilogia segue Shirogane Takeru, um adolescente comum, vivendo sua vida comum, até que ele é abordado por uma garota misteriosa, Mitsurugi Meiya, que tem planos escondidos em relação ao rapaz.

A partir de então, seu dia-a-dia será completamente maluco… até nós vermos a batalha pela salvação da humanidade contra a ameaça dos BETA.

Sinopse confusa? Um pouco, talvez, mas é complicado falar da história dessa trilogia sem dar spoilers.

Muv Luv Extra é a primeira parte, focada em romance, drama, slice of life e comédia na vida de Takeru. Já Muv Luv Unlimited e Alternative são o que põe a VN nessa lista.

A parte mais decisiva da história, que é a luta contra os BETA, conta com a ajuda dos TSF (Tactical Surface Fighter), enormes mecha com formas de soldado para combater os alienígenas.

Por fim, a trilogia tem uma história e jornadas incríveis, mesmo que você não goste muito de visual novels. A apresentação visual animada é quase como um anime feito em sprites.

Vale a pena tanto para os já fãs de mecha, quanto para os ainda leigos no gênero.

O que são Super Robots?

Como o próprio nome diz, Super Robots são literalmente robôs com superpoderes, o oposto dos Real Robots. Ou seja, são obras mecha com robôs com proporções absurdas, poderes especiais que não fazem muito sentido com tecnologia.

Normalmente, os Super Robots apresentam escalas maiores conforme os episódios, fazendo os robôs se tornarem maiores ou até mais poderosos; em casos mais especiais alguns até se tornam entidades divinas.

Muito desse subgênero foi influenciado pelo mestre lendário e maluco, âge Go Nagai, com a criação do mangá de Mazinger Z em 1972, trazendo várias influências para futuros trabalhos, como em Gurren Lagann.

O que assistir com Super Robots
Shin Mazinger Zero
©Champion RED/Tabata, Yoshiaki/Nagai, Go/Yugo, Yuuki

Porque não começar com um remake do clássico que mais influenciou o gênero mecha, não é? Shin Mazinger Zero é justamente a recontagem da história de Kouji e do robô que pode se tornar deus ou o demônio.

Para quem não conhece a franquia, Mazinger Z fala da criação do Pr. Juzo Kabuto para combater os monstros do Dr. Hell, as Bestas Mecânicas. Mas para isso, tudo depende de seu piloto, Kouji Kabuto, filho do professor e o único que pode fazer de Mazinger Z um deus ou um demônio.

Essa nova forma de contar a história, com novos traços e nova narrativa, realmente fez bem a franquia. De forma alguma esse mangá perdeu a essência de seu original, mantendo todo o humor negro e violência que tanto gostamos de Go Nagai.

Para quem ainda não conheceu Mazinger Z, não tem problema nenhum começar por aqui, uma roupagem nova e interessante do mangá dos anos 70.

Mobile Fighter G Gundam
©Sunrise/Yatate Hajime/Imagawa Yasuhiro

Óbvio que eu não deixaria de falar de Gundam nesse post, mas colocar alguma série da franquia nas recomendações de Real Robots seria clichê.

War in the Pocket, 80th Team S, Iron Blooded Orphans, todos são bem conhecidos, então porquê não falar de uma das séries mais influentes e lembradas da cultura otaku até hoje? Pois isso é Mobile Fighter G Gundam.

A história acontece em um futuro onde a humanidade precisou deixar a Terra para viver em colônias espaciais para cada país. Uma vez há cada tantos anos, todos os países fazem um enorme torneio para decidir o governante da Terra, o Gundam Fight Tornament.

Nesse novo torneio que está acontecendo, vemos a jornada de Domon Kasshu e sua engenheira Rain, em busca de destruir o Devil Gundam.

G Gundam é uma pérola, um anime que faz de tudo para ser o mais bizarro e legal possível, brincando até com estereótipos das várias nações que vemos na série.

É um série divertidíssima, mesmo para você que não é familiar com a franquia.

Enfim, se você curte uma boa porrada, ótimos personagens e até um pouquinho de romance, a série mecha G Gundam foi feita para você.

Demonbane
©Nitroplus/Jin Haganeya

Para encerrar o post, vamos para mais uma recomendação diferenciada com outra visual novel, dessa vez da infame e lendária Nitroplus, Demonbane.

A história segue Kurou Daijuuji, um detetive de Arkham City que um dia recebe um pedido de Ruri Hadou para procurar um livro mágico, que aceita por uma grande quantia de dinheiro.

Quando Kurou encontra o dito livro, ele forma um contrato com a IA do poderoso grimório, despertando o Deus Machina Demonbane, começando assim a guerra entre o Grupo Hadou e a Black Lodge e seus seres de fora desse plano.

Demonbane é o título mais ambicioso e de larga escala dessa lista, muito disso por estar dentro da mídia de visual novel, o que corrobora com as loucuras enfrentas na obra, como os Great Old Ones (sim, os mesmos de Lovecraft).

Demonbane é um Super Robot de forma muito pura e simples, seguindo muitos arquétipos do gênero de forma livre e bem original, sem deixar de ser muito interessante e divertido.

Se você não está pode dentro de visual novels ou do gênero mecha, essa é uma boa porta de entrada para ambas as coisas de uma só vez.

Veja mais recomendações.

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