Análises Editorial

Por que a Saga Buu é a melhor de Dragon Ball Z?

©Toei/Akira Toriyama

Dragon Ball é a franquia de anime mais bem sucedida mundialmente e isso tudo é graças, principalmente, a Dragon Ball Z, adaptação em anime que cobre a fase adulta de Goku.

Das quatro grandes sagas dessa fase, uma divide opiniões dos fãs até hoje: a Saga Buu. Várias são as críticas feitas, mas hoje irei apresentar algumas provas de que essa é sim a melhor saga de Dragon Ball Z.

Maior variedade nas lutas
©Toei/Akira Toriyama

Dragon Ball Z tem algumas das batalhas mais icônicas dos animes, mas também é fato de que elas conseguem ser excessivamente longas e arrastadas. Como não lembrar dos “5 minutos para Nameku Sei explodir” que duram por vários episódios?

Todas as quatro sagas sofrem disso e a Saga Buu não é exceção. Entretanto, essa saga consegue diminuir a sensação de “arrastamento” colocando mais variedade nos ambientes das lutas.

Nas Sagas Sayajin e Cell, a maior parte dos confrontos se dá em locais montanhosos e desérticos; a Saga Freeza se passa inteiramente em Nameku Sei, ambiente também quase deserto. A Saga Buu, por sua vez, perpassa por vários lugares: o Torneio de Artes Marciais; o Templo de Kami-sama; o interior de Majin Buu; o Outro Mundo; e, claro, os locais montanhosos das sagas anteriores.

Quando uma luta com o Buu termina, a seguinte é levada a outro lugar, e isso impede que a batalha caia no tédio.

Mais comédia
©Toei/Akira Toriyama

Mais do que a idade do protagonista ou a revelação de que ele é um alienígena, a principal diferença entre a fase Z e a original está no tom: Z é mais focada na ação e a original focada na comédia.

A Saga Buu retoma um pouco do tom cômico da primeira fase e, como eu sou da opinião de que o Akira Toriyama sabe escrever comédia melhor do que cenas de luta, esse retorno só traz vantagens à narrativa.

Sim, as Forças Especiais Ginyu serviram de alívio cômico na Saga Freeza e o Mr. Satan na Saga Cell, mas eles eram mais isolados do tom sério do resto dessas

Na Saga Buu, a comédia está presente do começo ao fim. O próprio Majin Buu é muito mais cômico que os vilões anteriores, principalmente por causa da sua técnica de transformar suas vítimas em doce para depois comê-los. E isso não significa que a ação e a sensação de perigo sejam menores.

Torneio de Artes Marciais
©Toei/Akira Toriyama

Não foi só a comédia da fase original que voltou à franquia com a Saga Buu. O Torneio de Artes Marciais, que era o grande destaque dos principais arcos do anime anteriormente e simplesmente sumiu durante a fase Z também teve o seu retorno aqui.

Apesar de não ter um papel tão central quanto antes, o Torneio ainda assim foi essencial para fazer a história andar, afinal é através dele que os heróis entram em contato com os novos inimigos e aliados.

E é bom lembrar que, apesar do anime ter dividido a fase criança e a fase adulta de Goku em duas produções distintas, no mangá é tudo uma história só. Então era importante que a última saga do mangá trouxesse de volta elementos do seu início para completar o ciclo, e nada melhor que finalizá-lo com o Torneio de Artes Marciais.

Quebras de expectativa
©Toei/Akira Toriyama

Na Saga Buu, os heróis ganham uma diversidade de novos poderes: temos fusões, Super Sayajin 3, Gohan Místico e por aí vai. Mas o que enfim derrota Majin é o “velho” poder da Genki Dama. O que alguns vêem como anticlimático, eu vejo como uma vantagem.

Quando parece que os heróis alcançaram um poder capaz de derrotar Majin Buu, o vilão encontra uma forma de se livrar da morte e o público fica ansioso para saber qual será a próxima estratégia.

Se por um lado isso pode fazer parecer com que as novas habilidades conquistadas se tornassem “inúteis”, por outro a quebra de expectativa evita que a trama caia na previsibilidade.

E, na verdade, isso é uma tática bem comum de Akira Toriyama.

O Cell, por exemplo, teve várias “falsas mortes” antes de finalmente ser destruído por Gohan. Em Dragon Ball quase nunca derrotar um inimigo é simplesmente uma questão de ultrapassá-lo em poder e é a Saga Buu a que melhor demonstra isso.

©Toei/Akira Toriyama

Já está na hora dos fãs repensarem seus conceitos quanto à Saga Buu. Ela consegue explorar quase todos os elementos que fizeram de Dragon Ball um sucesso e é provavelmente o ápice de Akira Toriyama enquanto autor.

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