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Por trás do autor: conheça Akiyuki Shinbou

©SHAFT/Akiyuki Shinbou/NisiOisiN

A maioria já ouviu falar, com certeza, do estúdio SHAFT, famoso por excentricidade e suas várias marcas registradas, como os “head tilts”.

Hoje, voltamos para mais um episódio do nosso quadro de Por Trás do Autor! Dessa vez, com um dos diretores mais populares e influentes dos últimos tempos. Ele que teve maior notoriedade após Madoka Magica e Monogatari Series, abrindo um leque enorme no estúdio, Akiyuki Shinbou.

Vamos dar uma conferida em como foi sua história e carreira como diretor, sua influência e técnicas, e claro, recomendar algumas de suas obras.

Sobre a história de Akiyuki Shinbou
©SHAFT/Akiyuki Shinbou/Gen Urobuchi

Nascido em 27 de setembro de 1961, na cidade de Koori em Fukushima, se graduou na Tokyo Designer Gakuin College, onde desenvolveu seu interesse pela arte.

Em meados dos anos 80, começou sua carreira de animador como funcionário do Studio One, uma subsidiária dos estúdios Pierrot e Madhouse.

Em 94, estreou como diretor no anime Metal Fighter Miku da J.C Staff, começando sua jornada como diretor independente, fazendo trabalhos em vários estúdios diferentes…

E foi no ano de 2004 que o presidente da SHAFT, Mitsutoshi Kubota, o chamou para ser diretor.

Após fazer sua estreia na adaptação animada de Tsukuyomi: Moon Phase, ele passou a servir de mentor para vários outros diretores do estúdio, fazendo assim suas marcas artísticas permanecerem quase como propaganda das obras do estúdio até hoje.

Por essa razão, ele as vezes é creditado em vários trabalhos como diretor, mesmo sendo apenas diretor chefe ou um mentor por trás do projeto. Podemos ver, assim, quão grande é o respeito e a influência dentro da SHAFT.

Suas melhores obras
©Daume/Akiyuki Shinbou/Asuka Katsura

Agora, para recomendar suas obras mais interessantes, vamos começar com uma de suas estreias, lá de 2004.  Uma obra que é adaptação do mangá de mesmo nome Cossette no Shouzou ou Le Portrait de La Petit Cossette.

A história gira em torno de um dono de uma loja de antiquarias, Eiri Kurahashi, que, um dia, nota o reflexo de uma garota em um antigo copo. Após fazer contato com ela e ficar obcecado, a garota diz que está presa ali por ter sido assassinada pelo escultor do objeto. Entretanto, para libertá-la, Eiri precisará viver os pecados do antigo escultor.

Antigo, mas muito charmoso e com uma produção impressionante, contando até com trilha sonora da grande Yuki Kajiura, Cossette no Shouzou é uma obra para poucos, tendo toda a direção excêntrica e maluca de Shinbou a todo vapor.

Sua narrativa é bem introspectiva e pouco objetiva, exigindo bastante do espectador. Mas por ser um dos primeiros trabalhos do diretor, e um de seus mais diferentes, vale muito a pena conferir, principalmente caso você queira algo totalmente diferente de tudo.

Sayonara, Zetsubou Sensei
©SHAFT/Akiyuki Shinbou/Kumeta Kouji

Passando para um anime que já foi muito conhecido na época que saiu, tanto pelo seu humor nada convencional e talvez ofensivo, quanto pela sua excentricidade característica, “Sayonara, Zetsubou Sensei”.

A satírica história cotidiana fala sobre o professor Itoshiki Nozomu, que fica aflito e a beira do desespero com as mínimas coisas, fazendo-o ir até a tentativas de suicídio. Dentro desse problema, ele irá lidar com a pior sala de aula já vista antes.

Fica aqui o alerta de “gatilho” que a obra pode ter. Se você é sensível demais aos temas abordados nela, como isolamento, suicídio, bullying, não a assista.

Caso você se sinta interessado pelo anime que ajudou a dar origem aos estilos usados em Madoka e Monogatari, com certeza é um prato cheio. Por mais que o anime seja quase totalmente humor negro, seus personagens e as mensagens de seus episódios são realmente muito bons.

Mahou Shoujo Lyrical Nanoha
©Seven Arcs/Akiyuki Shinbou/Abe Masashi

Para finalizar por hoje, falemos de outro de seus primeiros trabalhos como diretor, também em 2004 e que fez nascer uma das melhores franquias de Mahou Shoujo de todos os tempos, Lyrical Nanoha.

Como todo bom Mahou Shoujo que se preze, nós acompanhamos a jovem Takamachi Nanoha que, após salvar um furão, descobre que ele é, na verdade, um mago de outro mundo chamado Yuuno. Agora, ela terá que ajudá-lo a capturar as Jewel Seeds, armas mágicas ultra perigosas, enquanto enfrenta sua mais nova rival, Fate Testarossa.

Por mais que todas as outras temporadas e filmes sejam de outras mentes criativas, foi Shinbou quem abriu as portas para um dos Mahou Shoujo mais influentes de seu gênero.

A primeira temporada lida muitíssimo bem com a pouca verba que possuíam na época. Isso já que Nanoha era apenas um personagem secundário na visual novel Triangle Heart e esse anime seria só seu spin-off.

Mas como o bom diretor que é, Shinbou não só fez muito bem com a produção limitada, como também tornou a história melhor. Sua direção dá o brilho que o roteiro precisava e mesmo você não sendo fã do gênero, recomendo que veja esse ótimo anime, principalmente pela sua direção.

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