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Shaman King 2021: o simpático reboot de um sucesso

©Bridge/Hiroyuki Takei

Shaman King publicado na revista Weekly Shounen Jump entre 1998 e 2004, foi um mangá de sucesso fazendo com que ganhasse sua adaptação em anime logo em 2001. Entretanto, por conta de um problema comum da época, o anime logo alcançou o mangá e teve de desviar da narrativa original.

A obra recebeu no ano passado uma nova adaptação para anime, recebido com empolgação assim que anunciado. Seria a chance da história de Shaman King enfim ser adaptada por completo, além de alcançar um novo público que não conhecia o original.

E apesar da fidelidade ao mangá, esse reboot tem dividido a opinião dos fãs da obra. Mas afinal, Shaman King (2021) vale a pena ou não?

O que é Shaman King?
©Bridge/Hiroyuki Takei

Shaman King é a história de Yoh, um garoto preguiçoso, mas de bom coração, que é na verdade um xamã, ou seja, uma pessoa capaz de ver, se comunicar e até mesmo manipular os espíritos dos mortos.

Yoh cria um forte vínculo com o espírito de um guerreiro samurai morto há séculos chamado Amidamaru. Eles logo se tornam parceiros e mais tarde competem no Torneio Xamã, uma competição que escolherá quem será o próximo Rei Xamã.

As qualidades do reboot
©Bridge/Hiroyuki Takei

Por ser uma adaptação mais fiel, todas as qualidades que estavam no mangá estão no anime de 2021: o timing cômico é excelente, as batalhas são empolgantes e a narrativa é bem redonda.

Shaman King possui um enredo bem simples, sem grandes inovações: Yoh tem um objetivo, Yoh faz novos amigos, Yoh luta contra inimigos, etc. Mesmo as reviravoltas são relativamente previsíveis para quem está acostumado com battle shounens.

Mas o grande trunfo da obra de Hiroyuki Takei, e o que a impediu de cair no esquecimento como tantas outras, está no seu memorável elenco. Esse é um dos poucos animes shounen em que eu posso dizer que gosto de todos os personagens, sem exceção.

É um elenco colorido e variado, tanto visualmente quanto em personalidade. Você consegue dizer qual a personalidade de cada um só de olhar para eles, seja pelo modo como se vestem, a postura corporal ou a expressão facial. E a interação entre esses diferentes arquétipos é tão prazerosa de acompanhar que você logo se apega a eles.

Além disso, a partir do início do Torneio Xamã, o elenco aumenta para abranger xamãs de diversas partes do mundo e através deles o anime apresenta tradições culturais e religiosas que enriquecem cada personagem.

Ritmo acelerado
©Bridge/Hiroyuki Takei

O principal problema do novo anime é o seu ritmo. Ele é muito acelerado e, especialmente nos primeiros episódios, as coisas vão acontecendo tão rápido que acabam prejudicando o desenvolvimento de alguns personagens.

Por exemplo, a mudança de Ren para o lado dos heróis parece mais superficial dessa vez, pois ele muda suas convicções muito rápido e causa estranheza a tamanha lealdade dele para com pessoas que ele estava tentando matar há uns dois episódios atrás.

Os fillers da versão de 2001 podiam incomodar, mas eles ajudavam a desenvolver os personagens e tornar o vínculo entre eles mais crível. Em 2021, pouco vemos dos heróis sendo amigos fora da batalha e, quando vemos, são momentos muito breves e corridos.

Apesar disso, Shaman King (2021) ainda é uma ótima opção para quem quer um battle shounen divertido, com boas doses de humor e ação. O anime já tem 38 episódios disponíveis na Netflix, com a última leva de episódios para chegar em breve.

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